No Evangelho de hoje, Jesus nos convida ao perdão sem limites. Isto me lembra dum fato: “Acabada a guerra civil espanhola (ano 1939), alguns sacerdotes ex-reclusos celebraram uma missa de ação de graças na igreja de Els Omells. O celebrante, depois das palavras do Pai Nosso «perdoa nossas ofensas», ficou parado e não podia continuar. Não se via com ânimo de perdoar a quem lhes haviam feito padecer tanto, ali mesmo, em um campo de trabalhos forçados. Instantes depois, no meio de um silêncio que se podia cortar, retomou a oração: «assim como nós perdoamos aos que nos ofendem». Depois se perguntaram qual tinha sido a melhor homilia. Todos estiveram de acordo: a do silêncio do celebrante quando rezava o Pai Nosso. Custa, mas é possível com a ajuda do Senhor”.