Na liturgia de hoje, vemos Deus como um lavrador bom, que semeia com as mãos cheias. Não poupou nada para a redenção do ser humano, mas gastou tudo em seu próprio Filho Jesus Cristo que, como grão enterrado (morto e sepultado) converteu-se em nossa vida e Ressurreição.  Deus é um agricultor paciente. Os tempos pertencem ao Pai, porque só Ele sabe o dia e a hora de ceifar e de separar os grãos da palha. Deus espera. Também nós temos de esperar, sincronizando o relógio da nossa esperança com o desígnio salvador de Deus. Diz São Tiago «Olhai o agricultor: ele espera com paciência o precioso fruto da terra, até cair a chuva do outono ou da primavera» (Tg 5,7). Deus espera a colheita fazendo-a crescer com a sua graça. Nós tampouco podemos dormir, mas devemos colaborar com a graça de Deus prestando a nossa cooperação, sem pôr obstáculos a esta ação transformadora de Deus. (In: Pe. Laplana)