Ela gostaria de estar em outro lugar, anda confusa, com medo e se sente solitária. Ele, sonha com aventuras, imagina que deita e rola, se entedia com a rotina, se frustra logo que acorda.

O que para uns é um momento de amor e união, para outros é mais provável que estejam em uma espécie de inferno astral. O fato é: se relacionamentos não são fáceis em tempos normais, imagine nos tempos de agora?

Nunca estivemos tão juntos e ao mesmo tempo tão separados de quem está ao nosso lado. Mesmo nos esforçando, qualquer tentativa de conexão parece ser em vão, afinal estamos perdidos na própria estrada.

Dentro de nós está difícil encontrar um caminho, a grande maioria das pessoas está exposta às suas vulnerabilidades e naturalmente acabamos em um movimento de contração ou dispersão, pois armamos nossas defesas e cada um cria algum tipo de fuga ou casulo para lidar com os próprios sentimentos e frustrações.

Com esse movimento surgem os conflitos ou distanciamento e o caminho mais sábio para trazer vida de volta a uma relação é baixar a guarda e abrir um espaço de diálogo e compreensão, onde cada um possa expor o que pensa e sente e o outro acolhe de coração, mesmo que tenha contradição. Afinal, momentos difíceis requerem atenção, calma, compreensão.

Há um clima no ar de apreensão que parece um fantasma invisível mas assola nosso coração. Que possamos cada vez mais voltar à nossa virtude inata de amor e paz. Não é esse o movimento que queremos para criarmos um futuro mais pacífico para nossos filhos e para o bem de toda a nação?