Foto: Divulgação/Notisul
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Atualmente, o desporto moderno é praticado e consumido, sob uma forma ou outra, em todo o mundo e, o futebol ocupa indubitavelmente a linha da frente tanto na prática como no consumo de produtos relacionados a este esporte.

Os meios de comunicação, por sua vez, não hesitam em realçar o Brasil como um dos principais protagonistas no campo futebolístico, o que resultou em uma valorização de seus jogadores no mercado interno e externo e a consequente geração e circulação de montantes milionários em salários e negociações.

Porém, olhando-se de forma mais abrangente o cenário brasileiro não é difícil constatar que, o país não foi capaz de constituir um processo consistente de melhoria social. Para agravar esta situação a desigual distribuição de bens sociais, a discriminação, o desrespeito às diferenças, a incerteza, a involução de valores foram gradativamente perdendo o status de anomalias e, tornando-se constituintes do pensamento globalizado e do processo econômico em curso.

Como consequência disso, cresce a vulnerabilidade e a exclusão social de grupos específicos e a desagregação das proteções ligadas ao mundo do trabalho, gerando uma massa de trabalhadores, com baixa ou nenhuma escolaridade e qualificação profissional que, jogada à margem do desenvolvimento e ao acesso aos bens e serviços, busca alternativas, nem sempre adequadas, como forma de sobrevivência.

Trata-se de um grupo populacional heterogêneo, composto por pessoas com diferentes realidades, mas que têm em comum a condição de pobreza absoluta e a falta de pertencimento à sociedade formal.

Mas o que temos haver com esta realidade? Porque estas reflexões devem ser efetuadas por todos os cidadãos?

A resposta é simples: o quadro de pobreza e miséria no Brasil, assim como, a valorização e a elitização excessiva de alguns grupos intervêm na dinâmica de todas as camadas sociais (aqui retratados na disparidade existente entre a condição de miséria de uma grande parte da população e a valorização exacerbada dos atores do futebol); portanto, mesmo que não façamos parte nem de um, nem de outro extremo, sentiremos suas interferências e consequências no nosso dia-a-dia.

E como mudar essa situação?

Há muitos caminhos a percorrer: formulação e implementação de políticas públicas coerentes, participação social efetiva, vontade política… E, indiscutivelmente a educação permeia todos eles, pois seu papel centra-se na promoção de reflexões críticas, de investigações e de propostas para a solução dos problemas sociais vigentes; num processo que não seja impositivo nem restrito a uma formação erudita (sem relação com sua existência social e individual). Uma educação que além dos conteúdos técnicos possibilite a compreensão da realidade e das disparidades sociais, visando o bem comum, numa perspectiva humanizadora.

Você sabia?
Que a Unisul possui, desde 2009, uma Agência de Inovação e Empreendedorismo (Agetec), que colabora com a definição das políticas e diretrizes de pesquisa e inovação da universidade fortalecendo as áreas de conhecimento por meio do desenvolvimento e gerenciamento de projetos de pesquisa, serviços e extensionismo tecnológicos. Além disso, a Agetec gerencia a propriedade intelectual e a transferência de tecnologia, oferecendo suporte ao pesquisador acadêmico e articulando a Universidade com o setor produtivo e o governo. Outras informações: (48) 3621-3360 ou acesse o site: http://www.unisul.br/wps/portal/home/pesquisa-e-inovacao/agetec/home.

Fique atento!
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep)  e o Centro para el Desarrollo Tecnológico Industrial (CDTI) convidam empresas inovadoras do Brasil e da Espanha a apresentar propostas de projetos a serem executados em cooperação. Outras informações: http://www.finep.gov.br/.