Prof. Dr. Marcos Marcelino Mazzucco,
Coordenador dos cursos de Engenharia Química, Química bacharelado, Química licenciatura, Engenharia de Controle e Automação e Engenharia do Petróleo na Unisul

Os maiores saltos em desenvolvimento da humanidade aconteceram em tempos de grandes dificuldades. Guerras, catástrofes naturais, intolerância, ignorância e doenças põem a prova nossa FÉ NA VIDA. Em tempos de paz, poucas vezes refletimos que fazemos parte um organismo com muitas peças e que um indivíduo, sozinho, não pode existir sem as outras partes: amigos, pessoas desconhecidas, árvores, insetos, minerais, ar, etc.

Contudo, os períodos difíceis forçam as reflexões de qualquer ser pensante e, em algum momento, a fé na vida faz nossos olhos brilharem. Vivemos um momento em que deixamos o modo cotidiano de viver para nos isolarmos em pequenos grupos e, assim preservar a saúde e a FONTE de força do grande organismo: FÉ. A fé, sem contexto religioso, é acreditar, mesmo sem provas, que algo é possível e que vale investir a esperança naquilo.

A PONTE que nos leva para esta fé se constrói a cada dia de nossas vidas e, agora, direcionou-nos para um lugar que ninguém acreditava que pudesse acontecer. Nos livros de história aprendemos coisas que, para poucos, trouxeram sentimentos e reflexões e, de repente, o mundo muda e passamos a construir uma história que terá um registro com detalhes, sem precedentes no enredo da humanidade. LEVANTE SUA MÃO e pergunte: Qual o meu papel nesta história? Se, por um lado, a incerteza, o medo, a revolta e a descrença deprimem muitas pessoas, por outro lado, o espírito inventivo e empreendedor explodem a pessoa SEDENTA de alimentar a fé dos outros.

Algo muito interessante, ao menos parece para mim, é que o papel de cada um nesta história está se construindo com coisas simples: higiene, ficar em casa e aprender. Simples atos de higiene individual e posturas de higiene coletiva, fazem e farão a diferença. Ficar em casa é um ato de generosidade, pois protege os outros, além de você mesmo: uma pessoa doente pode contaminar outras três. Aprender se tornou o alvo dos dias das pessoas reclusas: nas redes sociais discute-se sobre características de vírus, métodos de tratamento, medicamentos, práticas de higiene, política, economia e tantos outros assuntos que jamais estariam numa pauta comum, no mundo inteiro e de uma única vez.

É verdade que muitas discussões estão BAILANDO entre informações falsas, ciência e até contrainformação, mas o indivíduo pensante está atento, refaz suas ideias, percebe o ambiente e aprende. A essência da inteligência e da criatividade está em foco, os laboratórios do mundo estão fervendo, a ciência está com todos os sensores ativados na emergência, a medicina está melhorando suas abordagens, as pessoas estão reinventando seu modo de fazer, criando práticas e propondo soluções, incluindo-se, assim, na transformação que virá.

Para muitas pessoas está sendo, um período angustiante ou entediante, enquanto muitas outras estão vivendo um período muito difícil. Acredite: um novo modo de vida terá que nascer! Ainda que as custas de muito esforço, nossa fé na vida é mais forte e nos levará adiante! Nas palavras de Raul Seixas: …basta ser sincero e desejar profundo; você será capaz de sacudir o mundo; tente; e não diga que a vitória está perdida, se é de batalhas que se vive a vida; tente outra vez.

 

Você sabia?

Muitas pessoas e instituições estão dedicando o “tempo de quarentena” para ensinar e partilhar suas habilidades. O governo brasileiro disponibilizou a plataforma #TodosporTodos (https://www.gov.br/pt-br/todosportodos), onde estão concentrados centenas de cursos gratuitos disponibilizados por diversas instituições. Acesse também a plataforma https://reuse.gov.br e surpreenda-se com as ofertas.

 

Fique atento!

Preste atenção em notícias falsas ou interpretações tendenciosas e duvidosas. Mostre, em seu grupo de amizades, sua humildade e sua inteligência: após compartilhar algo que tenhas revisto com uma nova interpretação, compartilhe também sua nova visão.