Foto: Divulgação/Notisul
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O mundo que conhecemos está passando por complexas e rápidas transformações. Nosso jeito de aprender está mudando, nossa forma de trabalhar é diferente, muitas de nossas interações com as pessoas baseiam-se em tecnologias (e-mail, celular, Facebook, Instagram, WhatsApp, etc.); temos mais atribuições, mais responsabilidades, as tarefas são mais complexas e instantâneas e num completo paradoxo temos menos tempo. Tudo é imediato. Mais alguém se colocou neste lugar? Mais alguém pensou que este cenário faz sentido? Caso a resposta seja sim, gostaria de continuar a reflexão… caso você ainda não vivenciou este contexto, mesmo assim convido-o para continuar conosco nesta reflexão. Tudo está tão acelerado que qualquer equipamento que compramos em uma loja já está desatualizado, pois as pesquisas e o processo de patenteamento é bem anterior ao momento em que este produto chega ao mercado.

O autor Yuval Noah Harari em suas obras Homo Sapiens e Homo Deus faz um excelente levantamento e análise histórica e reforça que a fome, as pestes e a guerra sempre estiveram entre as principais dificuldades enfrentadas pela humanidade. Contudo, pouco a pouco o homem tem se distanciado destes problemas, encontrado alternativas e soluções para estas questões a tal ponto que não estão entre as principais fontes de preocupação atuais… Mas, então, quais as atuais agendas da Humanidade: Mobilidade? Preservação do meio ambiente? Produtividade?

Alongamento da vida? Tecnologia? Armazenamento de dados? Fake News? Corrupção?

Preservação de dados? Frear o poder das gigantes de tecnologia? Migrações e imigrações?

Igualdade? Água potável? Aquecimento global? Radiação solar? Poluição? Agrotóxicos? Stress?

Diabetes? Cardiopatias? Pressão alta e outras doenças da modernidade? Sustentabilidade energética? Descarte de lixo? Educação de qualidade? Sejam fontes oficiais ou não, agências ou governos, vamos encontrar várias temáticas que permeiam as ações, estratégias e preocupações de nossos governos e sociedade.

Tenho minha base de atuação em uma Universidade (Unisul) que é uma instituição de ensino superior que compreende um conjunto de faculdades e tem por função primeira garantir a conservação e o progresso nos diversos ramos do conhecimento, pelo ensino, pela extensão e pela pesquisa. Na Unisul atuo diretamente na Agência de Inovação e Empreendedorismo (criada há quase 10 anos a partir da Lei de Inovação brasileira), promovendo a interação das áreas do conhecimento com o setor produtivo e governo com vistas a qualificação da pesquisa, a geração de conhecimento e inovação, bem como desenvolvimento comunitário sustentável. E, mesmo dentro deste ambiente e convivendo com diversas outras universidades tenho uma importante indagação: a universidade atual está preparada para gerar o progresso do conhecimento? Ela inova e desafia seus estudantes e professores, comunidade, empresários e governantes? Estamos, enquanto universidade, no espeço do livre pensar, do refletir, do transgredir, do avançar, do criar, do inovar… Mas, estamos conseguindo fazer isso?

Antes de arriscar uma resposta gostaria de reforçar que quem faz a universidade são as pessoas: estudantes, professores, técnicos, pesquisadores, comunidade, etc. e sem estas pessoas e seus problemas não teríamos conhecimento ou progresso. (segundo Harari/Homo

Deus, o conhecimento é a principal fonte de riqueza). Infelizmente não temos estas respostas. Assim como eu, acredito que cada um conhece vários exemplos que demonstram que estamos tentando, contudo, as gerações futuras pagarão o preço de estarmos ou não no caminho certo.

Os paradoxos que vivemos hoje mostram que ainda temos muito que fazer e trilhar para preparar as futuras gerações para o que há por vir… Um exemplo disso são as várias profissões que já não existem mais, as centenas que foram e serão substituídas por máquinas, algoritmos ou aplicativos, e as dezenas que ainda estão por vir…. Como numa salada diversificada e apetitosa (talvez motivado pela minha fase de dieta) procurei trazer alguns temas e pensamentos para nossa reflexão. Um pouco misturado, confesso, também não sou fã de salada deste tipo, mas precisamos sair da zona de conforto. Sob todos os aspectos. Boa semana!

Você sabia?
Que está tramitando na Câmara de Vereadores de Tubarão um projeto de Lei encaminhado pela prefeitura de Tubarão que cria o Conselho Municipal Tubarão 180º e o Fundo Tubarão 180º. Referido projeto permite o planejamento em longo prazo de nossa cidade com a participação ativa da sociedade. No fim de junho, houve uma audiência pública com discussão aberta na Câmara de Vereadores e uma das proposições aprovadas foi a sugestão da Unisul (Agetec) de criação de um Conselho de Adolescentes para o Tubarão 180º, possibilitando o envolvimento, protagonismo e sentimento de pertencimento dos mesmos. Acompanhem.

Fique atento!
O Município de Tubarão está organizando seu Plano de Desenvolvimento Econômico Municipal. No último dia 26, no auditório da Unisul, foi realizado o seminário de escolha dos Eixos Estratégicos. Dos cinco Eixos escolhidos pela comunidade tubaronense o Eixo Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) será discutido em seminário específico com empresários e especialistas da área no dia 12 deste mês, às 14h, no auditório do UniParque (próx. à Agetec), no segundo andar do Shopping Unisul. Caso você seja desta área (TIC) participe (acesso livre e gratuito). Vamos auxiliar na construção do plano de desenvolvimento de nossa cidade.