Foto: Divulgação/Notisul
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O ano de 2017 foi marcado por resultado muito positivo na balança comercial brasileira, a diferença entre as exportações e importações foi de US$ 67 bilhões, um superávit que representa o melhor saldo dos últimos 29 anos. É um resultado a ser comemorado? Talvez! O fato é que as vendas para o exterior são marcadas por produtos de baixo valor agregado, tais como:  soja e farelo de soja, minérios de ferro, óleos brutos de petróleo, açúcar de cana, carne de frango congelada, celulose.
Em contraponto, o que é importado pelo país, são produtos de alto valor agregado, destaca-se: aparelhos transmissores ou receptores e componentes; partes e peças para veículos automóveis e tratores; outros produtos manufaturados; medicamentos para medicina humana e veterinária; circuitos integrados e microconjuntos eletrônicos. Essa relação de troca é negativa para a sociedade nacional, pois é preciso trabalhar muito, gastar muita energia e recursos naturais e pouco se agrega aos produtos nacionais no momento da venda. O desafio é equilibrar os esforços e os valores no comércio internacional.

Basicamente, devemos agregar valor aos nossos serviços e produtos, incrementando-os de mais conhecimento, tecnologia, e inovação, ao exemplo da tecnologia da informação, eletrônicos, alimentos manufaturados de alto valor agregado, e outros produtos industrializados. Mudar a realidade nacional não é uma tarefa fácil e a receita consiste em diminuir a troca de produtos nacionais oriundos da agricultura e do minério, por produtos internacionais de alto valor agregado. Deve-se diminuir a dependência dos produtos estrangeiros para atender nossas necessidades básicas e supérfluas, tais como a aquisição de medicamentos e equipamentos eletrônicos, e passar a fabricar no Brasil.

Sabe-se que a corrupção, acordos internacionais, e as altas taxas de impostos estão entre os fatores que não favorecem a competividade nacional, entretanto, para além de resolver os problemas de cunho político, precisamos da atuação dos agendes de inovação (Sociedade, Universidades, Setor Produtivo, Governo) cada vez mais forte, em busca da produção de produtos inovadores. Temos o exemplo do município de Florianópolis, que é considerada a capital mais inovadora do Brasil. Seu sucesso é oriundo da presença forte dos agentes de inovação, espírito empreendedor, políticas públicas favoráveis e grandes investimentos em geração de produtos com alto valor agregado.

A pergunta que cabe: Como podemos agregar valor em nossa economia local, e dessa forma contribuir para um país mais inovador, competitivo e rico?

Você sabia?
Que a AGETEC, Agência de Inovação e Empreendedorismo da Unisul e os professores dos programas de pós-graduação da universidade estão participando de um edital da Capes para montar um plano estratégico de internacionalização. A expectativa é fortalecer os cursos da universidade, fortalecer as redes de pesquisa e proporcionalizar maior intercâmbio de alunos, professores, conhecimentos, além do desenvolvimento de projetos em cooperação com instituições internacionais voltados para o desenvolvimento da sociedade.

Fique Atento!

A Finep – Financiadora de Estudos e Projetos e o CDTI – Centro para el Desarrollo Tecnológico Industrial convidam empresas inovadoras do Brasil e da Espanha a apresentar propostas de projetos a serem executados em cooperação. As propostas devem contemplar uma colaboração efetiva entre as empresas proponentes e devem ser inovadoras no âmbito dos respectivos países ou em todo o mundo. A chamada abrange propostas de qualquer setor de atividades. Edital completo: http://www.finep.gov.br/images/chamadas-publicas/2017/07_11_2017_Chamada_Credito_Finep_CDTI_2017.pdf