Rennan Medeiros
Coordenador do Curso de especialização em Patologia das Construção
Professor do Curso de Engenharia Civil e UNISUL

A cada 100 anos aproximadamente, a humanidade enfrenta problemas relacionados à saúde com proporções mundiais. Cada vez mais temos facilidade em estar em um país ou outro de forma ágil, seja por motivos profissionais ou pessoais. Esta facilidade de locomoção, logicamente, teve sua parcela de contribuição na situação atual do corona vírus, facilitando o espalhamento do vírus catalisado por fatores específicos da doença, como seu período de latência.

Isto levou as autoridades de gestão pública a tomarem medidas de isolamento social, o que pegou a população totalmente despreparada, levando cada um a buscar se adaptar à nova realidade. Os setores da sociedade e da indústria se adequaram como puderam. A construção não ficou de fora dessa adequação. Nas obras, por exemplo, cuidados com higiene sanitária que antes não eram necessários, passaram a ter tanta relevância quanto o uso de um cinto em trabalhos em altura.

Este gatilho para novas regras pode ser avaliado da seguinte perspectiva: coisas que antes considerávamos inexequíveis, por razão das mais variadas, hoje se tornaram atividades de rotina em pouco mais de dois meses e, ainda, de uma hora para outra. Isso mostra a capacidade que temos de nos adequar a novas realidades, habilidade que poderia, e escrevo aqui de forma provocativa, ser explorado de maneira mais intensa para boas ações, e não apenas para aquelas atividades de rotina que antes considerávamos impossíveis de serem executadas de outra forma.

Analisando a formação continuada dos profissionais da construção civil, pelo menos uma vez por mês temos cursos, palestras e seminários sobre os mais diversos temas relacionados à construção civil. Entretanto, uma parcela dos profissionais se queixa de não ter tempo de se deslocar até a cidade onde esses eventos ocorrem.

Neste período de quarentena, temos profissionais renomados do mercado adotando práticas, quase que diariamente, de realizar lives sobre os mais variados temas. Situações que antes ocorriam em cidades específicas, por motivos lógicos, não poderiam contar com a participação de todos os interessados.

Contudo, a obrigação de nos adequarmos à quarentena motivou esses profissionais a fazerem suas contribuições para incentivar a população a ficar em casa da forma que tinham condições, e com o que eles têm de melhor a compartilhar, seu conhecimento com os demais colegas do setor.

Essas atitudes devem levar o mercado a repensar a forma como a construção civil desenvolve suas práticas, uma vez que esses eventos digitais levaram conhecimentos aplicados em situações reais que certamente contribuirão para a atualização do setor.

Essa prática digital provou ser uma ferramenta pouco explorada, considerando o potencial extraordinário que possui para facilitar a difusão de conhecimento.

Tão importante quanto se adaptar a novas situações é a capacidade de prevê-las e estar preparados para elas. Portanto, o ideal não é esperar que ocorra uma nova pandemia para tomar atitudes que facilitam o trabalho de todos, que tornam a convivência mais segura – como as práticas sanitárias adotadas, ou mesmo para buscar meios de melhorar e aumentar o conhecimento dos profissionais de todas as categorias. Tais ações podem nos preparar para as mais diversas situações, seja no enfrentamento de uma doença altamente contagiosa, ou na prevenção de problemas.

Vamos acreditar que, quando tudo isso passar, possamos aprender com a situação, e dar continuidade às práticas adotadas de última hora como um caminho para adequação a novas regras de segurança nos setores da indústria, assim como a atualização dos profissionais do setor da construção e outros.

 

Você sabia?

O curso de Engenharia Civil da UNISUL prepara seus alunos para analisarem os problemas e proporem soluções para as mais diversas situações.

 

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