Foto: Divulgação/Notisul
Foto: Divulgação/Notisul

Pode parecer agressivo ou de mau gosto utilizar palavras tão rudes no título de uma matéria. Mas a ideia é justamente tirá-lo da zona de conforto e motivar a reflexão sobre a temática. Afinal, numa era onde o acelerado processo de mudança é imperioso, onde novidades tecnológicas surgem a cada minuto, onde produtos facilmente tornam-se obsoletos, precisamos tomar cuidado para que a autenticidade e a originalidade (de nossas ideias, posicionamentos, atitudes) não sejam extintas ou se tornem valores raros; já que somos instigados a todo o momento a nos adaptar a modelagens, padrões e modismos concebidos sem a nossa autorização e/ou opinião.

Pensar sobre as redes sociais é uma boa forma de compreender mais claramente o que estou tentando dizer. Praticamente todo mundo participa de pelo menos uma rede social, e não me diga “ah, minha avó não tem…” porque mesmo as pessoas da terceira idade têm aderido a este tipo de comunicação e socialização de informações. E, se pensarmos bem, ninguém foi obrigado a criar um perfil; não houve um período de cadastramento, não há regramentos sobre o que você pode postar (salvo casos extremos) e ninguém ficou insistindo, mandando mensagens ou fazendo telemarketing para que você aderisse à rede. O movimento foi e é, invisível e se justifica pela suposta interação, conexão, redução de distâncias que este modelo de comunicação proporciona. Fomos convencidos a disponibilizar para um grande público, informações pessoais, familiares, preferências, fotos… “espontaneamente”.

Se acho isso ruim? Não exatamente. Há pontos positivos nesta adesão. O que me preocupa é a velocidade e facilidade com que fomos convencidos que ter um numa rede social é bom. E temo que estejamos sendo persuadidos com a mesma facilidade sobre outras coisas em nossas vidas: a trocar nossos aparelhos celulares mesmo que ainda estejam bons, a considerar obsoleto nosso computador só porque foi lançado um modelo mais novo, a rechaçar a linguagem correta e formal por conta das abreviações das conversas pela internet, a fazer as coisas no “automático”, em virtude do ritmo acelerado que nos convenceram que o mundo deve ter…

Temos que contrariar/contornar esta tendência nos valorizando, autoafirmando e deixando de lado a preocupação constante de agradar e corresponder aos outros ou as tendências estigmatizadas. Precisamos ser inovadores, autênticos, originais! Ser inovador é também uma questão de treino e de foco. É preciso treinar a mente para que esta se mantenha atenta a pequenas mudanças e alterações de resultados. É positivo lançar novos olhares sobre contextos muitas vezes cristalizados pelo hábito nocivo da falta de atenção e da superficialidade. Em outras palavras, é importante ficar atento para “não seguir a boiada”, mas buscar novas pastagens: mais verdes, interessantes, inspiradoras, reflexivas!


Você sabia?

Nos dias 19 e 20 de setembro a Unisul realizará a 13ª Jornada Unisul de Iniciação Científica – Junic, que é um evento realizado com o propósito de disseminar os resultados de pesquisas, fomentadas com recursos institucionais, como é o caso do Programa Unisul de Iniciação Científica (PUIC) e Professor Inovador. Além destes, outros resultados de programas apoiados pelo Governo do Estado de Santa Catarina: Artigo 170 e Artigo 171 – Pesquisa, bem como programas apoiados pelo Governo Federal: Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica – PIBIC, e Programa Institucional de Bolsas de Iniciação e Desenvolvimento Tecnológico e Inovação – PIBITI. Mais informações: http://rexlab.unisul.br/sistemas/junic/.


Fique atento!

CNPq apoiará financeiramente projetos que visem contribuir significativamente para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P,D & I) em fitoterápicos simples passíveis de registro, com vistas ao desenvolvimento sustentável das cadeias produtivas de plantas medicinais e fitoterápicos e o fortalecimento da indústria farmacêutica nacional, bem como confirmar, por meio de estudos clínicos, a segurança e eficácia de medicamentos fitoterápicos presentes na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME). As propostas podem ser enviadas até 30 de agosto de 2018. Mais informações: http://www.cnpq.br/web/guest/chamadas-publicas?p_p_id=resultadosportlet_WAR_resultadoscnpqportlet_INSTANCE_0ZaM&filtro=abertas&detalha=chamadaDivulgada&idDivulgacao=8202.