Prof. Dra. Luciana Flor Correa Felipe

Não é recente a constatação de que a inserção de inovações tecnológicas na economia mundial tem sido determinante para o desenvolvimento e transformações econômicas e sociais. Não à toa, a Agenda 2030 entre os seus Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS), recomenda: “fortalecer a pesquisa cientifica e melhorar as capacidades tecnológicas de setores industriais em todos os países”, para se atingir o desenvolvimento cada vez mais sustentável e sem prejuízo a qualidade de vida da população. Isto porque, a tecnologia é capaz de resolver problemas de produção, divulgação e comercialização, permitindo que o produto, serviço ou processo tenham aceitação comercial.

Outrossim, mundialmente, o conhecimento assume o papel de ativo intangível cada vez mais valorizado pois é o elo entre a ciência e o mercado. Consequentemente, numa era altamente competitiva como a que estamos vivendo, o fato de uma empresa desenvolver, adquirir e/ou utilizar inovações tecnológicas pode fazer toda a diferença.

No entanto, dados do Sebrae (2019), revelam que 52% dos empresários brasileiros, donos de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte admitiram que “necessitam de uma maior capacitação na área de controle e gestão financeira”, enquanto 47% afirmam que “precisam de qualificação na área de propaganda e marketing” e 44% enfrentam ainda dificuldade com a “gestão das redes sociais da empresa”. Percentual este que é igual ao de empresários que precisam de “treinamento para melhorar a qualidade de seus produtos ou serviços”. Além disso, “saber atender melhor o cliente” e “buscar orientação para a obtenção de crédito ou empréstimo” foi a carência apontada por 42% dos entrevistados.

Vejam… esses dados são de 2019, ou seja, antes da pandemia essas já eram carências evidenciadas pelos empresários. Mas claro, o sufoco e a pressão da estagnação as otimizaram sobremaneira. Agregada a isso, há ainda uma outra realidade fatídica: o despreparo do setor para a utilização das tecnologias como alternativa ao atendimento presencial e/ou diversificação de receitas; transformação digital e integração de serviços on line, ainda são grandes desafios, principalmente, para os micro e pequenos empresários.

Neste sentido, além de encontrar formas de atenuar os impactos decorrentes do momento extremamente delicado para a economia, empresários e empreendedores devem tirar lições da pandemia. Um bom planejamento e uma gestão voltada para o futuro, evitando surpresas em momentos financeiros difíceis nas empresas, são algumas delas. Mas reconhecer que a educação e a inovação não são “eventos” isolados, mas sim processos permanentes que devem ocorrer ao longo da vida e que, por isso merecem atenção e investimentos, talvez seja a maior lição.

 

Você sabia?

A Unisul obteve a segunda melhor nota entre os 250 projetos aprovados no edital PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência), da Capes, e também se destacou entre os selecionados para a Residência Pedagógica e para a qualificação de professores da rede de ensino básica. A Unisul mantém a sua performance como uma das instituições que investem na formação e aprimoramento do corpo docente de escolas de educação básica.

 

Fique atento!

O projeto Conexões de Valor no Mundo em Transformação terá como tema da próxima live ‘De microempreendedor a empresário: transformando os desafios do covid-19 em oportunidades’ nesta quinta-feira, dia 04 de junho, das 18h às 19 horas, com transmissão pelo canal do You Tube. Para este debate foram convidados Diego Marconatto (professor na Unisinos e pesquisador na Orkestra-Basque Institute of Competitiveness) e Júlio César C. Burigo (diretor executivo da CREDISOL), com mediação de Fabrício da Silva Attanásio (Head de Desenvolvimento & Inovação na Unisul, professor de MBA) e Carolina Bithencourt Rubin (doutora em Ciências da Linguagem e professora da Unisul).