Foto: Divulgação/Notisul
Foto: Divulgação/Notisul

A expansão da indústria que aconteceu após a 2ª Guerra Mundial não ponderou o impacto sobre o meio ambiente, o que veio a acarretar em considerável incremento da poluição do ar, água e solo. A indústria aderiu algumas iniciativas, desenvolvendo novas tecnologias e novos processos com o objetivo de reduzir a poluição e outros impactos adversos sobre o meio ambiente, entretanto, apesar dos esforços de alguns setores e países industrializados em baixar o nível de poluição, por intermédio da criação de diretrizes e códigos de conduta, nota-se aumento considerável da poluição. Neste contexto se incluem as inovações ambientais, que são produtos, processos, estratégias de marketing e organizacionais que minimizam o uso de matéria prima, uso e de água, energia, e utilizam-se de estratégias de concepção de produto que consideram em seu ciclo de vida a redução de insumos, reutilização e reciclagem de seus resíduos.

Nota-se que as empresas, sobretudo as indústrias, estão em busca de inovações cada vez mais eficientes em termos de custos, com principal objetivo de manter-se competividades no mercado e obterem vantagens econômicas. Muitas dessas empresas buscam inovar de forma sustentável também, pois lhe proporciona ganhos no mercado, além de atender as pressões legais e sociais de produção com sustentabilidade ambiental. Foi o que aconteceu com a Ford Brasil, vencedora do 24º Prêmio FIESP de Mérito Ambiental, que implantou o programa denominado “Zero Resíduos para Aterro” com o objetivo de anular a quantidade de resíduos das Plantas Ford Brasil, destinados para aterro, através da disseminação de informação para a conscientização ambiental, do consumo sustentável, diminuição de geração de resíduos direto nas fontes, reuso interno de resíduos, e outras estratégias para o destino dos rejeitos. As ações utilizadas no programa idealizado pela Ford Brasil foram desde as mais simples, que podem ser facilmente aplicadas no cotidiano das pessoas, quanto as mais complexas, sendo mais apropriada para as empresas.

Nota-se incremento de práticas sustentáveis pelas organizações, e em muitos casos, a sustentabilidade ambiental tornou-se o negócio, como é o caso das empresas especializadas em descarte de resíduos, de consultoria ambiental e de controle de emissões. Observa-se que na atualidade já existem consumidores que preferem pagar mais e adquirir produtos menos noviços ao meio ambiente e tornam-se fiéis as marcas que visam a produção sustentável. Se inovar significa conceber produtos e serviços que atendam as expectativas e desejos dos consumidores, e se hoje existe uma tendência para sustentabilidade ambiental, é preciso tomar consciência de que ao inovar é preciso considerar a preservação ao meio ambiente.

Você sabia?
O Grupo de Pesquisa em Conservação de Recursos Naturais de Uso Comum (GRUC), com o financiamento da Fundação Arconic, está elaborando um jogo eletrônico educativo gratuito no estilo RGP para ser utilizado em celulares. Denominado River Hero, conta a história de um Guarani da Aldeia Tekoa Marangatu, de Imaruí, que recebe de espíritos ancestrais a missão de salvar o rio Tubarão e complexo lagunar. Os cenários do jogo estão sendo elaborados para incluir os elementos mais representativos da paisagem dos municípios de Imaruí, Laguna, Tubarão, Pedras Grandes e Lauro Müller, onde o jogo finaliza junto à nascente do rio Tubarão. A previsão para o lançamento é agosto de 2018.

Fique atento!
Estão abertas, até o dia 31 de julho, as inscrições para a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente, que em sua nona edição, tem por objetivo estimular professores e alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, de escolas públicas e privadas, reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC), a refletirem de forma crítica sobre questões relacionadas à saúde, ao meio ambiente e suas interfaces com a educação e a ciência e tecnologia (C&T). Outras informações: http://www.olimpiada.fiocruz.br/regulamento9obsma.