Foto: Divulgação/Notisul
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Na sociedade moderna, inovação e empreendedorismo são palavras de ordem. No entanto, ainda persiste uma visão muito restrita sobre esses termos, associando-os apenas a desenvolvimento tecnológico, negócios e lucro. Esse pensamento não está errado, mas é um pouco restrito.  Não podemos nos concentrar em inovar e empreender apenas para criar ou melhorar novos aplicativos, processos, aparelhos ou desenvolver novas necessidades para as pessoas; se assim for, nos tornaremos uma sociedade de consumistas implacáveis.

Também precisamos inovar e empreender para encontrar soluções para problemas sociais já existentes. Por isso, nos últimos anos um novo tipo de empreendedorismo vem ganhando a cena, o empreendedorismo social. Você já ouviu falar nisso? Em linhas gerais, empreendedorismo social é um termo que significa que um negócio pode ser lucrativo e ao mesmo tempo buscar soluções para problemas sociais. Este modelo já é uma realidade no Brasil e no mundo, e diferentes negócios desenvolvidos nesta lógica estão quebrando paradigmas e contribuindo para transformar realidades.

A proposta é simples: fortalecer o protagonismo e o empoderamento de grupos vulnerabilizados e/ou excluídos socialmente, por meio da inovação, da criatividade, da sustentabilidade, da cooperação e de técnicas de gestão. O empreendedorismo social busca reduzir as desigualdades sociais e econômicas, a partir da criação de negócios que, além de lucro, gerem melhorias para a população.

Via de regra, qualquer um pode se tornar um empreendedor social, mas é importante destacar que, além de tino comercial e espírito inovador são necessários alguns quesitos adicionais: sensibilidade para com o próximo; capacidade de indignar-se; espírito de coletividade e cooperação; disponibilidade para perceber e ouvir…

Sem esse “perfil” (que deveria ser natural em todos os seres humanos), não há como ter sucesso num empreendimento social. Essa modalidade de negócio exige que você olhe, analise e ouça o seu entorno. Ela também exige que você deixe um pouco de lado os “zap-zaps” da vida – aplicativos, redes sociais, Photoshop e textos cheios de emotions, que não revelam sentimentos e necessidades verdadeiras – e faça uma observação mais apurada no jantar em família, no café na empresa, na conversa com os filhos, pais, irmãos, vizinhos, colegas. Exige ainda que, tire um tempinho e faça uma visita a uma creche, asilo, casa de passagem, comunidade carente, hospital…

Ou que simplesmente, olhe mais atentamente às rodoviárias, calçadas e marquises da cidade. Se essas atitudes não despertarem em você, oportunidades incríveis para o empreendedorismo social, pelo menos despertarão seu lado mais elementar: o humano. Mais do que olhar para uma tela, precisamos olhar para o mundo e reagir!

Você sabia?
A Unisul possui uma Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP), que visa orientar e assessorar iniciativas de economia solidária, por meio do fomento ao cooperativismo e autogestão de grupos organizados, articulando com a administração pública estratégias e ações voltadas à inclusão social e à geração de emprego e renda. Outras informações: joaoantolino@gmail.com, ou pelo telefone (48) 99990-9170.

Fique atento!
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) convidam os interessados a apresentarem, até o próximo dia 6, propostas de pesquisa que visem contribuir significativamente para o desenvolvimento científico e tecnológico e a inovação do país, na área de cooperativismo. Os projetos deverão ser enquadrados nas seguintes linhas de pesquisa: Impactos econômicos e sociais do cooperativismo; Competitividade e inovação nas cooperativas; Governança cooperativa; Cooperativismo e cenário jurídico. Outras informações: http://cnpq.br/.