Foto: Divulgação/Notisul
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De forma geral, os conhecimentos científicos e tecnológicos vêm tornando-se cada vez mais úteis e imprescindíveis à vida cotidiana. As transformações tecnológicas estão acontecendo em toda parte, numa velocidade estonteante, atingindo desde setores de ponta (segurança, produção e distribuição de bens, serviços, sistema financeiro…), até as salas de aulas e o interior de nossas casas. Assuntos dos mais relevantes centram-se em temas científicos: novas vacinas e terapias, alimentos transgênicos, biocombustíveis, clonagem genética, mudanças climáticas, nanotecnologia, biotecnologia, energia nuclear entre outros.

O desenvolvimento científico e tecnológico tornou-se tão importante para a humanidade que a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) utiliza desde o ano 2000 um sistema de distinção entre os povos com base na capacidade de criar ou não o conhecimento científico. Mas, a mudança tecnológica e a inovação não podem ter efeitos socialmente benéficos se o contexto cultural, político e social não estiver preparado para absorvê-las e incorporá-las, e para atingir as transformações estruturais que serão exigidas.

Também não podem ser resumidas a uma mera transferência de recursos ou a uma forma de corrigir as desigualdades. Em decorrência disso, tem sido correspondente, a preocupação de alguns grupos com os efeitos e consequências deste crescimento. Estes entendem que, não basta deter o conhecimento e o acesso às tecnologias. Nem somente agregar-lhes valor, a fim de convertê-los em bens econômicos. É necessário um juízo crítico e uma análise reflexiva de suas interferências na sociedade, tanto no que diz respeito às suas condicionantes como nas suas consequências sociais e ambientais.

A ciência e a tecnologia não são fatores independentes, nem tampouco neutros e, por isso, sua intervenção deve considerar a formação histórica, política, social, religiosa e cultural da sociedade. Infelizmente, este não é um fato claro e abertamente disseminado. Perde-se dessa forma, um leque de possibilidades que tirariam o indivíduo de seu pequeno mundo e o remeteriam a uma dimensão maior, onde a análise, a crítica, a reflexão, a contestação e a interação, passariam a fazer parte da realidade.

Como as mudanças são gradativas, grande parcela da sociedade, em lugar da crítica e da reflexão, se acostuma e se ajusta às situações, mostrando pouca ou nenhuma reação e, na prática, aceitando e, por vezes, intensificando problemas que limitam a qualidade da vida humana. Considerando essa perspectiva, podemos afirmar que a atenção às dimensões sociais da ciência, da tecnologia e da inovação precisa ganhar caráter de urgência em nosso país, já que é consenso a sua incorporação em nosso cotidiano.

“Somente teremos um processo social harmônico quando unirmos a área humana com a científico-tecnológica e tivermos clareza quanto à importância do ser em relação ao ter (SNOW)”.

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