Um modelo diferente de pensar a criação de novos negócios vem se fortalecendo nos últimos anos. O conhecimento presente nas universidades ganha espaço no meio empresarial e oportuniza a geração de novos negócios com valorização econômica. Na atualidade, para além de proporcionar a formação acadêmica as universidades têm feito um pouco mais em prol do desenvolvimento dos negócios. Muitas iniciativas possibilitam que ideias empreendedoras se tornem negócios de fato. As universidades tornaram-se protagonistas do desenvolvimento econômico e social, liderando processos de mobilização, de encontros colaborativos, de incubação, de espaços abertos, parques científicos e tecnológicos…

É um desafio usar a ciência para gerar novos negócios, pois nem todo o conhecimento pode ser transformado em valor econômico. Entretanto, percebem-se muitos ganhos ao aproximar o mundo empresarial do acadêmico, pois o empreendedorismo é uma grande ferramenta para elevar a qualidade do ensino e ao mesmo momento que gera riquezas para determinada região. Nota-se que a vivência universitária possibilita às pessoas pensarem diferente, ter maior amplitude, facilidade de acesso às informações, que são conhecimentos essenciais para desenvolver o empreendedorismo.

O principal negócio das universidades é o conhecimento que se desenvolve por meio da pesquisa, da extensão e principalmente pelo ensino. Hoje, as universidades estão oferecendo um pouco mais do que o ensino tradicional, busca-se a interatividade em prol de maior aprendizado para o acadêmico, melhor desenvolvimento profissional e, consequentemente, o desenvolvimento do entorno. Note-se que as universidades buscam intensificar a formação de profissionais que possam contribuir com o desenvolvimento tecnológico e econômico da nação.

Um exemplo clássico de sucesso em gerar novos empreendimentos a partir do conhecimento é a Universidade de Stanford, que contribuiu para a região do Vale do Silício ser um berço das empresas de tecnologia mais relevantes do planeta, tais como Google, Facebook, HP.

O posicionamento adequado para uma universidade é de assumir o papel de líder de ecossistemas de inovação e empreendedorismo, pois ainda não é habitual serem proprietárias de negócios gerados em seus campi, mas acredito que se tornará uma tendência, uma vez que hoje precisa-se diversificar as origens dos financiamentos das universidades, ao mesmo momento que é necessário desenvolver o entorno.


Você sabia?

Ocorreu na última quinta-feira, no Campus Universitário da Unisul de Tubarão, vinculado ao curso de Agronomia, a inauguração da Estufa Hidropônica Solar, que é o módulo-piloto do projeto Bridge (Construindo Resiliência numa Economia Global Dinâmica: Complexidade no Nexus entre Alimentos-Água e Energia no Brasil). O desenvolvimento do projeto se deu por meio da parceria entre a Unisul e a Universidade de Cambridge (Reino Unido), e conta com a participação da Radboud University (Holanda) Cambridge Econometrics (Reino Unido) e The Open University (Reino Unido). A inauguração da estufa representa a criação de um importante centro de estudos e pesquisas relacionado ao desafio de produção de alimentos frente ao cenário de crise hídrica e outros efeitos climáticos extremos.


Fique atento!

O CNPq, MCTIC e MDS está com chamada de projetos voltadas para tecnologias sociais. O objeto da chamada pública é selecionar propostas para apoio financeiro a projetos que visem contribuir significativamente para o desenvolvimento científico e tecnológico do país. Os projetos podem ser submetidos até o dia 15 de outubro 2018. Para outras informações acesse: http://cnpq.br/chamadas-publicas?p_p_id=resultadosportlet_WAR_resultadoscnpqportlet_INSTANCE_0ZaM&filtro=abertas&detalha=chamadaDivulgada&idDivulgacao=8522.