Desde a mais tenra infância, eu nunca ouvi meu pai reclamar do trabalho. Eu nunca ouvi ele falar mal de seus chefes e/ou reclamar que estava trabalhando demais. Quando era solicitado algum profissional para fazer algum serviço nos finais de semana ou em algum feriado ele se colocava a disposição do seu superior. Mesmo, hoje, já aposentado, nas vezes que saio para fazer algumas voltas com ele, sempre ouço de colegas de trabalho e conhecidos dele elogios e manifestações carinhosas pela sua dedicação ao trabalho e o respeito as pessoas que fizeram parte da sua trajetória profissional.

Quando, eu ainda jovem, sentia preguiça, ou inventava uma desculpa para não ir à escola, ou faltar o estágio ou faltar ao trabalho, meu pai me reprimia exemplarmente. Só em caso de doença grave se falta um dia de aula, de estágio ou de trabalho, pare de reclamar e vai fazer alguma coisa pela vida, dizia ele. E nas vezes que meu pai não estava em casa, e eu vinha com alguma desculpa esfarrapada para cima da minha mãe, ela só dizia que iria contar para meu pai eu já desistia da investida. E, assim eu aprendi.

Meu pai é meu herói e modelo de vida. Nos dias de hoje a maioria esmagadora dos jovens não têm seus pais, professores, e os demais profissionais que lutam para vencer profissionalmente como seus modelos de vida, afirma o psiquiatra Augusto Cury. Seus modelos são mágicos: atores, esportistas, cantores que fazem sucesso do dia para noite. Este modelo mágico não tem alicerces, não dá subsídios para suportar dificuldades e enfrentar desafios, ressalta o psiquiatra.

Para o meu pai o trabalho é uma maneira sublime de realização. Mas infelizmente o que ouço diariamente de muitos profissionais é só reclamação.
Reclamar virou palavra de ordem. Reclama-se do emprego, reclama-se do trabalho, reclama-se do chefe, reclama-se dos colegas de trabalho, reclama-se do horário de trabalho, reclama-se do salário insuficiente para pagar as contas, reclama-se das férias que não foi suficiente para descansar, reclama-se do calor que prejudica o desempenho no trabalho, reclama-se do frio do inverno que é muito difícil levantar da cama para ir ao trabalho. Olha, a lista de reclamações é extensa! E tenho certeza que você já ouviu ou fez algumas desta reclamações por aí, ou não? Pense um pouco!

Quando observo o estilo de vida profissional da maioria dos jovens e adultos, percebo que se o sucesso profissional não bate à porta no dia seguinte, a sua colocação no mercado, culpa-se Deus e todo mudo. A reclamação sobra pra geral. O que se vê, é que ninguém quer plantar, e só pensam em colher!

Aliás, diga-se de passagem, o mercado de trabalho têm uma regra básica: Keep calm, work hard e stop de mimimi, ou seja, mantenha a calma, seja paciente, trabalhe duro, lute pela suas oportunidades e pare de reclamar. Não transfira a responsabilidade, faça uma avaliação para você mesmo.

E, fique sabendo que a principal característica dos vencedores é reclamar pouco. Nada melhor para fracassar na vida do que reclamar muito. Não sobra energia para cria oportunidades. Portanto – Keep calm, work hard e stop de mimimi! “Mantenha a calma, trabalhe duramente e pare de mimimi”!