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Caminhos da Educação - Patrícia Pozza

Síndrome de alienação parental

Publicado em 18/12/2018 00h18

A Síndrome de Alienação Parental, que envolve os filhos nos processos de separação entre os pais, é alvo de trabalho muito comum de psicólogos em consultório e em instituições educacionais, embora seja desconhecida por grande parte da população. Daí a necessidade de divulgação dessa síndrome, para que a comunidade saiba identificar quando acontece esta tentativa, por parte de um dos pais, de afastar os filhos do outro genitor. Além disso, conhecendo melhor o tema, há como se prevenir para evitar que este se instale, dificultando a vida de crianças e pais.
 
A Síndrome de Alienação Parental é a tentativa de um dos antigos cônjuges, agora separado(a), em afastar os filhos do antigo(a) companheiro(a), fazendo com que a criança e ou adolescente não queira mais contato com o genitor alienado. Dessa forma, os filhos são levados a rejeitar um pai ou mãe que os ama e do qual necessitam. O alienador, aquele que envolve os filhos contra o outro cônjuge, em geral é muito convincente na sua ilusão e nas suas descrições de desamparo. Ele consegue, muitas vezes, fazer as pessoas envolvidas no caso, inclusive profissionais, acreditarem nele.

O diagnóstico desta síndrome deve ser confiado a um profissional da saúde mental (psicólogo, psiquiatra), que a conheça. Conforme a Associação de Pais e Mães Separados (Apase Brasil, 2001), se observa frequentemente os seguintes comportamentos no genitor alienador:

a) Recusa passar as chamadas telefônicas aos filhos.
b) Organiza várias atividades com os filhos durante o período em que o outro genitor deve normalmente exercer o direito de visitas.
c) Apresenta o novo cônjuge ou namorado(a) aos filhos como sua nova mãe ou seu novo pai.
d) Intercepta as cartas e os pacotes mandados aos filhos.
e) Desvaloriza e insulta o outro genitor na presença dos filhos.

f) Recusa informações ao outro genitor sobre as atividades em que os filhos estão envolvidos (esportes, atividades escolares, grupos teatrais, escotismo, etc.).
g) Fala de maneira descortês do novo cônjuge (namorado ou namorada) do outro genitor.
h) Impede o outro genitor de exercer seu direito de visita.
i) “Esquece” de avisar o outro genitor de compromissos importantes (dentistas, médicos, psicólogos).

j) Envolve pessoas próximas (sua mãe, seu novo cônjuge, etc.) na “lavagem cerebral” de seus filhos.
k) Toma decisões importantes a respeito dos filhos sem consultar o outro genitor (escolha da religião, escolha da escola, etc.).
l) Troca (ou tenta trocar) nome e sobrenomes dos filhos.
m) Impede o outro genitor de ter acesso às informações escolares e/ou médicas dos filhos.
n) Sai de férias sem os filhos e os deixa com outras pessoas que não o outro genitor, ainda que este esteja disponível e queira ocupar-se dos filhos.
o) Fala aos filhos que a roupa que o outro genitor comprou é feia, e os proíbe de usá-las.
p) Ameaça punir os filhos se eles telefonarem, escreverem ou se comunicarem de alguma forma com o outro genitor.
q) Culpa o outro genitor pelo mau comportamento dos filhos.

Para prevenir esta síndrome é importante que como pai, mãe ou responsável por uma criança, se reconheça a obrigação fundamental de promover e estimular uma relação positiva e harmoniosa entre as crianças e adolescentes com o outro genitor.


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