sexta, 22 de fevereiro de 2019
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Caminhos da Educação - Patrícia Pozza

NÃO JULGUEIS...

Publicado em 30/10/2018 00h10

Uma das maiores dificuldades humanas é o hábito de julgar o comportamento alheio. Além de prejudicar as relações entre as pessoas que vivem em um mesmo ambiente, tal comportamento é por si só prejudicial para a própria pessoa que o emite.

Já no início do século passado, Sigmund Freud, pai da Psicanálise, grande expoente da Psicologia, afirmara “O homem é dono do que cala e escravo do que fala. Quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro do que Paulo...”.

Emitir um (pré-) julgamento da vida do outro, mesmo que ingenuamente procurando expressar algum sentimento ou opinião sobre determinado assunto, faz com que a pessoa que a expressou se torne “refém” dessa situação. A partir do comentário se pode presumir o que pensa e o quanto para essa pessoa deve ser “difícil”, lhe causa ansiedade, é para ela um problema, viver a situação daquele cujo comportamento é comentado. Quando não, boa parte das vezes, a pessoa comenta da situação porque intimamente desejaria fazer o mesmo, mas não o faz seja porque não tem oportunidade ou não consegue.

Em geral, se comenta algo que se considera um erro, imoral, colocando-se acima dos demais, como se tal situação não pudesse acontecer em sua própria vida, como se estivesse num patamar acima das demais pessoas. Porém, a vida poderia ser muito melhor, a sociedade poderia ser muito mais humana, solidária e feliz, se não houvesse aqueles que quisessem ser melhores que os outros. 

Dizer o que pensa e sente sobre determinado tema é muito diferente de comentar sobre o comportamento do outro, o que em geral as pessoas confundem. Muita gente é prejudicada seja profissionalmente ou nas relações pelos comentários morais. Como forma de evitar os julgamentos, é importante meditar sobre a história das “Três peneiras”, veiculada em muitos sites na Internet.

“Um homem, procurou um sábio e disse-lhe: - Preciso contar-lhe algo sobre alguém! Você não imagina o que me contaram a respeito de... Nem chegou a terminar a frase, quando Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou: - Espere um pouco. O que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras? - Peneiras? Que peneiras? - Sim. A primeira é a da verdade. Você tem certeza de que o que vai me contar é absolutamente verdadeiro? - Não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram! - Então suas palavras já vazaram a primeira peneira. Vamos então para a segunda peneira: a bondade. O que vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito? - Não! Absolutamente, não! - Então suas palavras vazaram, também, a segunda peneira. Vamos agora para a terceira peneira: a necessidade. Você acha mesmo necessário contar-me esse fato, ou mesmo passá-lo adiante? Resolve alguma coisa? Ajuda alguém? Melhora alguma coisa? - Não... Passando pelo crivo das três peneiras, compreendi que nada me resta do que iria contar. E o sábio sorrindo concluiu: - Se passar pelas três peneiras, conte! Tanto eu, quanto você e os outros iremos nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos. Devemos ser sempre a estação terminal de qualquer comentário infeliz! Da próxima vez que ouvir algo, antes de ceder ao impulso de passá-lo adiante, submeta-o ao crivo das três peneiras porque: Pessoas sábias falam sobre ideias; Pessoas comuns falam sobre coisas; Pessoas medíocres falam sobre pessoas.”

 no início do século passado, Sigmund Freud, pai da Psicanálise, grande expoente da Psicologia, afirmara “O homem é dono do que cala e escravo do que fala. Quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro do que Paulo...”.

Emitir um (pré-) julgamento da vida do outro, mesmo que ingenuamente procurando expressar algum sentimento ou opinião sobre determinado assunto, faz com que a pessoa que  a expressou se torne “refém” dessa situação. A partir do comentário se pode presumir o que pensa e o quanto para essa pessoa deve ser “difícil”, lhe causa ansiedade, é para ela um problema, viver a situação daquele cujo comportamento é comentado. Quando não,  boa parte das vezes, a pessoa comenta da situação porque intimamente desejaria fazer o mesmo mas não o faz seja porque não tem oportunidade ou não consegue.

Em geral, se comenta algo que se considera um erro, imoral, colocando-se acima dos demais, como se tal situação não pudesse acontecer em sua própria vida, como se estivesse num patamar acima das demais pessoas. Porém, a vida poderia ser muito melhor, a sociedade poderia ser muito mais humana, solidária e feliz, se não houvesse aqueles que quisessem ser melhores que os outros. 

Dizer o que pensa e sente sobre determinado tema é muito diferente de comentar sobre o comportamento do outro, o que em geral as pessoas confundem. Muitas gente é prejudicada seja profissionalmente ou nas relações pelos comentários morais. Como forma de evitar os julgamentos, é importante meditar sobre a história das “Três peneiras”, veiculada em muitos sites na Internet.

“Um homem, procurou um sábio e disse-lhe: - Preciso contar-lhe algo sobre alguém! Você não imagina o que me contaram a respeito de... Nem chegou a terminar a frase, quando Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou: - Espere um pouco. O que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras? - Peneiras? Que peneiras? - Sim. A primeira é a da verdade. Você tem certeza de que o que vai me contar é absolutamente verdadeiro? - Não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram! - Então suas palavras já vazaram a primeira peneira. Vamos então para a segunda peneira: a bondade. O que vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito? - Não! Absolutamente, não! - Então suas palavras vazaram, também, a segunda peneira. Vamos agora para a terceira peneira: a necessidade. Você acha mesmo necessário contar-me esse fato, ou mesmo passá-lo adiante? Resolve alguma coisa? Ajuda alguém? Melhora alguma coisa? - Não... Passando pelo crivo das três peneiras, compreendi que nada me resta do que iria contar. E o sábio sorrindo concluiu: - Se passar pelas três peneiras, conte! Tanto eu, quanto você e os outros iremos nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos. Devemos ser sempre a estação terminal de qualquer comentário infeliz! Da próxima vez que ouvir algo, antes de ceder ao impulso de passá-lo adiante, submeta-o ao crivo das três peneiras porque: Pessoas sábias falam sobre idéias; Pessoas comuns falam sobre coisas; Pessoas medíocres falam sobre pessoas.”


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