sábado, 20 de outubro de 2018
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Caminhos da Educação - Patrícia Pozza

FEMINISMO, FEMINAZI e FEMISMO (Parte 1)

Publicado em 02/10/2018 00h13

Há 50 anos, o dia 7 de setembro de 1968 ficou conhecido por um fato histórico que, na realidade, nunca aconteceu. Neste dia, centenas de mulheres se reuniram em frente ao teatro onde era realizado o concurso Miss América, em Atlantic City (EUA), para protestar contra a ditadura de beleza imposta ao sexo feminino. As manifestantes traziam símbolos da feminilidade, como sapatos de salto alto, cílios postiços, maquiagens, espartilhos, cintas e os sutiãs, os quais foram colocados numa lata de lixo para serem queimados, porém a prefeitura não autorizou o uso de fogo. O episódio ficou conhecido como Bra-burning (ou Queima dos sutiãs), tornando-se um marco da luta feminista.

A luta das mulheres pela igualdade legal e social e pela libertação feminina ganhou cada vez mais força ao longo da história e, a partir dos anos 1990, com a popularização da internet, o feminismo, assim como outros movimentos sociais, passou a inserir-se na rede e, através dela, a mobilizar pessoas para manifestações referentes às suas causas.

Mesmo com o avanço do pensamento feminista, as militantes desse movimento continuaram e continuam sustentando o peso de defender a mulher. Até 1990, por exemplo, o termo feminista estava associado a uma ideia muito pejorativa, à figura de alguém que pouco se importa com o visual e apresenta comportamentos considerados culturalmente mais masculinizados. Como muitas das que protestam nas ruas não irão se arrumar, colocar salto ou batom para estes eventos, fora o fato de que há aquelas que realmente não estão nem aí para a depilação (e têm o direito de se apresentar como querem), e ainda outras gritam com raiva pela condição feminina na sociedade (elas também têm razões para estarem bravas), o que vai contra os símbolos dos padrões da mulher, causam espanto e escandalizam pessoas com uma visão mais tradicional com relação ao tema.

Muitas pessoas não se reconhecem feministas pelo mal-estar que sentem ao lembrar da violência que a mulher sofre e também não participam do movimento pois este denuncia este fato. Há também as que se sentem agredidas com a forma e a proposta do feminismo, o que facilitou o surgimento de termos como feminazi, associados à ideia de mulheres mal-amadas, raivosas, lésbicas, que não se depilam e odeiam homens.  O feminismo sustenta a ideia e a necessidade da prática dos mesmos direitos entre os sexos e tratamento de forma igualitária. Ser feminista não está atrelado à orientação sexual ou a forma de se vestir ou ao ódio aos homens. Isso não tem relação com feminismo, mas ao femismo. Em função destes preconceitos, há muita dificuldade de se autointitular feminista.


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