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Bolívia quer o controle de armas na fronteira

Cobija, Bolívia

O governo da Bolívia anunciou ontem que pedirá às autoridades brasileiras que impeçam pessoas armadas de cruzar a fronteira do país em Cobija.
“Estamos negociando com o Brasil, para que detenham cidadãos com armas”, disse à TV estatal o ministro da defesa, Walker San Miguel, em uma avaliação da situação do estado de Pando.

Cobija, a capital de Pando, foi palco de conflitos violentos entre governistas e opositores que deixaram pelo menos 18 mortos e cerca de 100 feridos.
O Comitê Cívico de Santa Cruz, bastião de oposição ao presidente Evo Morales, anunciou ontem a suspensão dos bloqueios de rodovias e dos protestos no estado boliviano.

O objetivo é dar um “sinal de boa vontade” para pacificar o país, antes de reunião entre Evo e governadores oposicionistas marcada para ontem.
A Bolívia está paralisada nas últimas três semanas por uma crise política que opõe o governo federal às províncias autonomistas. Houve confrontos de rua com cerca de 30 mortos e centenas de feridos, e até uma interrupção parcial do fornecimento de gás natural para Brasil e Argentina.

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