Aposentado reclama de demora nas filas e baixo número de caixas em funcionamento na região.

Tubarão

O aposentado e também radialista Julio Moises Lopes reclama da demora nos atendimentos de lotéricas da região. Ele frequenta várias delas, em cidades como Armazém, Gravatal e Tubarão, e diz que o problema se repete nesses locais.

Lopes, que mora em Armazém, alega que são poucos caixas em funcionamento, quando o restante, que poderia estar em atividade, não opera, fazendo com que as filas aumentem. O radialista conta que no sábado da semana passada esteve em uma lotérica no Farol Shopping, em Tubarão, e, segundo ele, de cinco caixas apenas dois estariam atendendo os clientes.

“Não tinha caixa especial. Peguei duas pessoas que estavam com criança no colo e levei para frente da fila, para serem atendidas mais rápido”, comenta. Lopes relata que era por volta de 11h30min e havia 38 pessoas na fila.

Para o aposentado, as lotéricas em geral deveriam ter também cadeira para idosos e distribuição de senhas para facilitar o atendimento.

A gerência da lotérica localizada no Farol Shopping afirma que, aos sábados, funcionam quatro dos cinco caixas, pois um dos profissionais ganha folga. Nestes dias, o expediente é das 10 às 19 horas, sendo que nos dias de semana funciona das 10 às 21 horas.

Ainda sobre o atendimento aos sábados, a gerência explica que das 10 horas ao meio-dia são dois os caixas em funcionamento, mas que, em seguida, o número sobe para quatro. A empresa afirma ainda que há caixa preferencial, porém, cabe ao cliente que tem o direito decidir se vai utilizá-lo ou não.

O coordenador do Procon de Tubarão, Ângelo Danilo Pulita, diz que o município não tem funcionários para exercer a função de fiscais. Com isso, sempre que há alguma denúncia documentada de uma suposta irregularidade, a reclamação é encaminhada aos fiscais da própria prefeitura.

 

Desde fevereiro, Procon não recebe denúncias contra lotéricas
Em Tubarão, há legislação que determina os tempos de atendimento, mas ela, segundo Pulita, limita-se a agências bancárias. No caso das lotéricas, que não prestam somente os serviços bancários, não existe tempo mínimo de espera. Ele diz que, desde fevereiro, quando assumiu a coordenação do Procon, não havia recebido nenhuma reclamação contra o serviço das lotéricas. Pulita explica que cabe a essas empresas decidir se aumentam ou não o número de seus funcionários, para agilizar os atendimentos. Quanto aos fiscais, o coordenador afirma que ainda aguarda parecer da procuradoria do município determinando de que forma pode ocorrer a admissão dos profissionais.