A data é comemorada para informar sobre a síndrome e evitar o preconceito com os portadores. 

Olhos amendoados, rosto arredondado, mãos menores com dedos mais curtos, estatura mais baixa e constante sorriso. E como são lindos, são contagiantes, ensina-nos a sermos mais, a cada dia… Essas são algumas características dos quase 300 mil brasileiros que possuem Síndrome de Down. Pessoas que têm muito mais em comum com o resto da população do que diferenças, mas que precisam ser estimuladas e acompanhadas por profissionais da saúde para ter uma melhor qualidade de vida.

No Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado hoje, a família de Aislan Gregório da Silva Júnior, 7 anos, comemora as conquistas do menino ao incentivá-lo a realizar várias atividades educativas.

Além de ir regularmente ao médico e frequentar a sala de aula de uma escola regular (Henrique Fontes, em Tubarão), ele também faz natação, ecoterapira, fonoaudiologia e aulas de violão. “A nossa vida é movida pelo amor incondicional dele! Não fazemos mais que a nossa obrigação. Cada conquista para nós é sempre uma vitória”, comemora a mãe, Liliane Dias da Silva.

Oficialmente estabelecida em 2006 e amplamente divulgada, essa data tem por finalidade dar visibilidade ao tema, reduzindo a origem do preconceito, que é a falta de informação correta. Em outras palavras, combater o “mito” que teima em transformar uma diferença em um rótulo, numa sociedade cada vez mais sem tempo, sensibilidade ou paciência para o “diferente”.

Especialista indica tratamentos constantes
A comemoração da data anual de 21 de março, como Dia Internacional da Sídrome de Down, foi estabelecida com a finalidade de informar sobre a doença e reduzir a origem do preconceito. O Down é formado pela presença de três cromossomos ‘21’, em todas ou na maior parte das células de um indivíduo. Fato que ocorre na hora da concepção da criança. “O portador é capaz de sentir emoções, aprender, ler, escrever, divertir-se. Frequentar a escola, trabalhar como qualquer outra pessoa e ocupar seu lugar na sociedade”, ressalta o neurologista pediátrico da Clínica Pró-Vida, Jaime Lin.
Para o desenvolvimento com saúde de um Down, diferentemente de uma criança sem a síndrome, o neurologista indica tratamentos interdisciplinares e multidisciplinares constantes. Auxiliadores no desenvolvimento intelectual e pessoal, estimulados por educadores e familiares na construção de autonomias. “Os portadores da síndrome apresentam um maior risco de doenças cardiopáticas congênitas, por isto é muito importante que sejam acompanhados desde bebês por um bom cardiologista-pediatra. É comum também desenvolverem alterações na tireoide e doenças mieloproliferativas, como leucemias”, relata Jaime.

Neurologista destaca que os portadores necessitam de assistência médica e atenção permanente da família
Neurologista destaca que os portadores necessitam de assistência médica e atenção permanente da família