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De hoje em diante - Daniel De Luca

Pílula contra a ansiedade

Publicado em 14/10/2019 00h10

Como a semana está começando para você, nobre leitor? Suas perspectivas são favoráveis? Ou por acaso, essa segunda feira tem sido motivo de ansiedade?

Quero refletir com você um pouco sobre isso mesmo: ansiedade. Medo do amanhã, medo da próxima reunião, medo de olhar o WhatsApp e ver ali uma notificação que não gostaria. Para tal, acompanhe comigo o texto abaixo:

“Então disse o Senhor a Abrão: Saia da tua terra, do meio da casa de teu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei” Gn 12.1

É o famoso texto da chamada de Abrão, conhecido como o pai da fé. Existe algo nesse texto que nos chama a atenção. Mas, antes disso, peço que leia com atenção o versículo acima. Notou algo “estranho” ali? Se ainda não, raciocine comigo.

O ser humano é curioso por natureza. Desde sua queda, o futuro certo que havia junto ao Pai foi lhe tirado, restando apenas a certeza da morte e do retorno ao pó. Desde então, todos, em maior ou menor grau, pensam sobre o futuro. Planejamos, agimos, guardamos, gastamos, investimos...e nada disso pode sequer garantir que estejamos vivos amanhã. Aliás, existem diversos textos bíblicos que tratam do assunto:

“Agora, prestai atenção, vós que aclamais: “hoje ou amanhã iremos a tal cidade, lá nos estabeleceremos por um ano, negociaremos e obteremos grande lucro”. Contudo, vós não tendes o poder de saber o que acontecerá no dia de amanhã. Que é a vossa vida? Sois, simplesmente, como a neblina que aparece por algum tempo e logo se dissipa” Tg 4.13-14

Impressionante! Tiago aqui diz que não devemos planejar? Não! Mas é maligno confiarmos nosso futuro apenas em nossa capacidade e nossos talentos. Existe uma tensão entre a “pretensa” autonomia humana caída e a soberania de Deus. Tenha em mente a natureza depravada do homem e sua luta de independência em relação à Deus. Lutamos inconscientemente contra a dependência. Queremos sempre as coisas do nosso jeito. Por isso, somos tão dependentes da graça de Deus que nos transforma e muda nosso coração de pedra em carne (Ez 11.19). 

O texto bíblico nos traz duas informações importantes: a especificidade naquilo que Abrão deveria deixar para trás: sua terra, sua família e a casa de seu pai, e a generalidade para onde Abrão haveria de ir: para uma terra que te mostrarei.

Isso não nos deixa nada confortáveis, não é? Preferiríamos o contrário, tipo: “Abrão, sai do lugar onde estás e vá para Canaã, na região norte, na cidade tal, bairro tal, e procure a casa na rua Jó e vá até a casa amarela da esquina”. 

Ficamos nervosos, desatentos... perdemos a fome e corremos para todos os lados. Mas isso de nada adianta. Quanto antes aceitarmos o fato de que escutamos o que precisamos, e não o que queremos mais fácil será a jornada. O ponto é a especificidade de Deus naquilo que devemos abandonar, sejam vícios, estruturas de pensamento, hábitos, lugares, pessoas. Aqui entendo o título de pai da fé dado à Abrão. Ele foi o primeiro a encarar o desafio e aceitá-lo, confiando que Deus era poderoso o suficiente para cumprir Sua Palavra.

O fato é que nossos planos e sonhos podem se concretizar. Ou não. Tudo depende da vontade soberana de Deus - afinal de contas, em nós está Seu querer e realizar (Fp 2.13) e nenhum de Seus planos podem ser frustrados (Jó 42.2). Portanto, que possamos viver menos ansiosos, crendo nos planos eternos do Pai, e assumindo nossa responsabilidade de obedecer à voz do Espírito e abandonar tudo aquilo que foi ordenado por Ele.

Solideogloria

Daniel


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